sexta-feira, 30 de abril de 2010

Facebook e Twitter empatam em popularidade de marca nos EUA


Pesquisa feita pela Edison Research aponta que 87% dos americanos conhecem o Twitter, encostando no índice de 88% alcançado pelo Facebook.

O Twitter pode não ter o mesmo número de usuários do Facebook, mas em percepção de marca os dois sites estão empatados, revela estudo da empresa de pesquisas Edison Research. Os resultados foram apresentados pela empresa na quinta-feira (29/4).

O relatório, intitulado "Twitter Usage in America 2010", compila as entrevistas por telefone feitas com 1.753 americanos. A pesquisa foi comparada com dados coletados nos últimos três anos.

Segundo o estudo, em 2010 87% dos americanos dizem conhecer o Twitter, o que faz a marca praticamente encostar no índice de conhecimento obtido pelo Facebook, que é de 88%.

Apesar da equivalência em percepção da marca, Twitter e Facebook ficam bem distantes em número de usuários. Enquanto 7% dos americanos usam o microblog, 41% disseram manter uma página na rede social.

Os hábitos de uso de mobilidade também foram rastreados pela pesquisa. Aproximadamente dois terços dos usuários ativos de Twitter interagem com o microblog por meio de celulares.

E a relação dos tuiteiros americanos com a publicidade é delicada, aponta o estudo. Questionados sobre como a inserção de propaganda no microblog afetaria seu uso do Twitter, 50% disseram que não teria efeito algum e 16% usariam mais o Twitter. Por outro lado, 19% disseram que usariam menos o serviço, e 15% parariam de acessá-lo.
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O que falta para a banda larga deslanchar de vez no Brasil?


Penetração do serviço no País é de apenas 5,98 assinantes para cada cem habitantes e, apesar da demanda, crescimento vem diminuindo. Por quê?

A penetração de banda larga no Brasil é uma das mais baixas do continente sul-americano. Em cada grupo de cem habitantes, apenas 5,98 tem acesso ao serviço, em média - um índice que deixa o País atrás de Chile (10,39), Argentina (10) e Uruguai (9,97), por exemplo. O País tem hoje, entre conexões fixas e móveis, 15 milhões de assinantes de banda larga, aponta o Barômetro Cisco de Banda Larga 2005-2010.

Apesar do potencial para expansão, os dados de expansão da banda larga no país sugerem uma acomodação, mostra o estudo da Cisco. Desde 2001, o crescimento anual relativo tem diminuído, de 107,9% em 2002 para 16,5% em 2008, em relação a 2007. Em 2009, um sinal de fôlego: o crescimento no primeiro semestre em relação ao fim de 2008 foi de 26,4%. Mas o segundo semestre cresceu apenas 4,1% em relação ao primeiro. Por que, se há tanta demanda?

“Não é que o serviço tenha chegado à saturação”, esclarece o diretor geral da Cisco para o segmento de provedores de serviço, Anderson Abreu. “É que as operadoras não estão dando vazão à procura”, conta.

Mais rentáveis
O diretor estima que, das quase 5,7 mil cidades brasileiras, as operações de banda larga mais lucrativas concentram-se num grupo de 200 a 300 localidades. “E mesmo essas cidades não estão totalmente cobertas”, revela. “Para atingir novos usuários, as operadoras terão que ir a novas cidades, e isso aumenta o custo de backhaul”, que é como são chamados os links entre a rede central (backbone) e as subredes. “Instalar fibra [óptica] não é uma coisa barata, ainda mais em um país de dimensões continentais.”

Uma alternativa para levar a banda larga a mais cidades seria por meio do Plano Nacional de Banda Larga. No entanto, o governo federal tem adiado repetidamente a apresentação dos detalhes de implantação do plano, que promete estender o serviço a metade dos domicílios brasileiros.
Uma mudança detectada pelo estudo da Cisco envolveu o perfil da conexão. Em dezembro de 2009, a maioria das conexões no País (57,3%) tinha velocidades abaixo de 1 Mbps. Essas classes de serviço, porém, estão em queda - as velocidades com 1 Mbps ou mais rápidas são as que mais crescem em número de assinantes, revela o Barômetro, com dados do IDC.

Um fato curioso é que, segundo o estudo, 9,5% das conexões banda larga tinham velocidades menores que 256 Kbps (para efeito da pesquisa, banda larga é qualquer conexão com 128 Kbps ou melhor). "Na maioria desses casos, são IPs dedicados", explica Abreu, "usados por empresas em conexões síncronas, que garantem essa velocidade para upstream e downstream". Na maioria das conexões domésticas de banda larga, a velocidade mínima garantida é de 10% da divulgada.

Quando possível, o usuário tem compensado a ausência da banda larga fixa com a móvel – que, para a pesquisa, compreende o uso de modems 3G (ou de celulares 3G com função de modem) a PCs. Mas o Barômetro Cisco também destaca que a adesão a este serviço não tem crescido como antes. Falta de interesse do consumidor? De novo, não, explica Abreu. “O que aconteceu é que a banda larga móvel morreu de sucesso”, resume. “Ela extrapolou qualquer expectativa otimista.”

Fome de banda
O que aconteceu com a banda larga móvel, segundo o diretor, é que as operadoras descobriram que a largura de banda oferecida por um ERB era consumida integralmente, não importando sua capacidade. “Se colocassem 2 ou 4 Mbps, como algumas fizeram, os usuários de banda larga móvel – principalmente os ‘heavy users’, que baixam arquivos em redes tipo BitTorrent - iriam usá-la. O que chegasse iria ser consumido rapidamente.”

Abreu prevê que o descompasso entre oferta e demanda vai continuar por mais dois anos. “As operadoras móveis estão investindo de forma maciça em acesso, mas isso leva tempo. Se uma operadora encomendar hoje um equipamento de telecom, receberá a encomenda em dois meses. Mas abrir chão demora mais”, diz.

Outro aspecto são as janelas de manutenção – período em que uma ERB deixa de operar para receber novos equipamentos. O executivo conta que essas interrupções de serviço são exaustivamente negociadas e realizadas durante a madrugada, em curtos períodos, para não comprometer o serviço ao assinante.

Caso pontual
Em algumas regiões, como a Nordeste, houve sintonia entre demanda e oferta, aponta o Barômetro.  Foi na região que a adesão à banda larga mais cresceu. “É preciso contextualizar esse crescimento. Claro e TIM começaram a testar suas bandas largas móveis no Nordeste, e a GVT, que era forte no Centro-Oeste, chegou à região no 2.º semestre de 2009. Por conseqüência, o Nordeste recebeu muito mais investimento que as outras regiões.”
Abreu cita o caso do Estado de São Paulo, que perdeu 0,85% de fatia de mercado no total de conexões banda larga do País. “Mas isso não quer dizer que a presença de São Paulo tenha diminuído.” O executivo diz que é certo que a banda larga no Brasil vai crescer, e que a internet móvel terá crescimento mais rápido que a fixa. “Mas teremos diversos pontos de inflexão no caminho, o que é normal”, afirma.

Por Robinson dos Santos, do IDG Now!

Publicada em 30 de abril de 2010 às 07h00
Atualizada em 30 de abril de 2010 às 08h34


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    quarta-feira, 28 de abril de 2010

    Dilma e Serra motivam mais de 6 mil tweets em menos de duas semanas


    A pedido do IDG Now!, levantamento feito pela E.Life monitorou o boca-a-boca no microblog em torno dos pré-candidatos.

    Se o potencial da internet é motivo de grandes expectativas em relação às eleições deste ano, uma das ferramentas  da web - o Twitter – se tornou palco digital privilegiado para os candidatos. E, nesse quesito, os pré-candidatos a presidente Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) têm sido responsáveis por mobilizar as atenções no microblog.
    Levantamento inédito feito entre 12/4 e 23/4 pela E.Life, empresa brasileira especializada em monitoramento de redes sociais, aponta que os dois pré-candidatos foram mencionados em 6,2 mil tweets, que causaram impacto em cerca de 7 milhões de usuários do Twitter no período (a esse respeito, cabe observar que não se trata de usuários únicos, pois o mesmo internauta pode ter sido impactado mais de uma vez). Segundo a E.Life, a duplicidade, neste caso, não deve ser desprezada ou vista como erro, porque significa que o mesmo usuário foi impactado em situações diferentes e por mensagens distintas. 
    No período da pesquisa, foram postados 3,2 mil tweets sobre Dilma, que atingiram 3,8 milhões de seguidores. No caso do rival do PSDB, foram cerca de 3 mil tweets, que abrangeram 3,3 milhões de seguidores.
     Os dados foram coletados por meio do TweetMeter, software desenvolvido pela própria companhia para medir o boca-a-boca no Twitter. Os tweets se referem apenas a mensagens no idioma português.
    Associação de palavras
    No caso da representante do PT, os sinais, palavras e abreviaturas mais associados a ela na fase de realização do levantamento foram, além de dilma e rousseff, também rt (retuíte), pt, brasil, campanha, twitter, vote, continua, pesquisa, serra, candidata, lula, presidência, declaração, marina.

    No ranking dos hashtags, #dilma, #lula, #pt, #dilmentira, #folhaonline, #datafolha, #serra, #veja, #eleições2010, foram as mais tuitadas.
     Em relação a José Serra, os sinais, palavras e abreviaturas mais citados  – também já levando em consideração josé e serra - foram ibope, presidente, veja, dilma, candidato, twitter, campanha, rt (retuíte), fhc, lula, marina, brasil, tucano, globo, aécio, psdb.
     Na lista de hashtags, aparecem em destaque #mobilizapsdb, #serrapresidente, #serra, #obrasilpodemais, #nordestepodemais.
    O software TweetMeter também consegue identificar os usuários com maior poder para propagar o boca-a-boca sobre os candidatos no Twitter.
     Para Dilma, os cinco usuários com mais seguidores – e que justamente por isso mais contribuíram para elevar o chamado buzz sobre ela – foram  rollingstoneBR (72.274) seguidores), Portal R7 (69.681), Vota Pernambuco (58.825), Renato Flávio (54.299) e Jorge Rodini (53.853).
     No caso de Serra, os cinco tuiteiros com maior lista de seguidores foram Lucas Silveira (202.447 seguidores), Elenita Rodrigues (76.654), Jorge Rodini (53.853), Geraldo Cisneiros (52.822) e Joel Doeka (52.679).
     O estudo da E.Life também mostra que os tuiteiros de São Paulo encabeçam a relação de comentários sobre os dois pré-candidatos. Eles são seguidos pelos usuários do Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Recife e Belo Horizonte.
     Os tuiteiros que publicaram mais comentários sobre Dilma foram rt_serra, evandronogueira, andré_martins, portalgp1 e blogdadilma13, entre outros. No caso de José Serra foram rt_serra, muniversos, aldonunes13, oConsciente, psdbmg,BlogdoAmorim, etc.
    Como funciona a ferramenta
    Destinado a empresas e agências digitais e de publicidade, o software TweetMeter faz um mapeamento do que os usuários comentam sobre  cerca de 1,5 mil marcas. Ela também identifica a repercussão de diversos temas, como política, mídia, esportes ou economia, e as URLs (endereços de internet) mais linkadas. 

     O TweetMeter permite, por exemplo, descobrir quem são os tuiteiros mais influentes, o que eles dizem e o impacto de suas mensagens - quantos retuítes alcançam.
    "No caso do levantamento com Dilma e José Serra, monitoramos os tweets relacionados aos dois pré-candidatos. A ferramenta tem filtros para eliminar erros e mensagens que não têm a ver com eles", afirma Alessandro Barbosa Lima, um dos sócios da E.Life.

    Por Clayton Melo, do IDG Now!

    Publicada em 28 de abril de 2010 às 07h00
    Atualizada em 28 de abril de 2010 às 09h56
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    Loja online própria não vai competir com outros canais de varejo, afirma HP


    Lançamento de e-commerce em parceria com Ponto Frio faz parte de estratégia de ampliação geográfica; itens serão vendidos a preço de lista.

    Com sua loja online, anunciada na segunda-feira (26/4), a HP não quer competir com varejistas e sim levar seus produtos a lugares aonde outros fornecedores não chegam, não importa se for com uma workstation ou com um cartucho de tinta.

    Parte de uma estratégia de expansão geográfica, o site complementa as HP Stores, lojas com identidade visual e produtos da HP, mas que são administradas por parceiros de canais. “É a primeira vez que se lança um site de vendas online com a cara HP no Brasil”, afirma a diretora de marketing do grupo de computação pessoal da HP, Renata Gaspar.

    A política de preços da Loja Online HP será a de oferecer os produtos pelo preço de lista, tal como é sugerido para outros varejistas. “Temos uma política de canais, queremos evitar conflitos”, justifica. A HP diz que não haverá disputa por clientes por meio de descontos e promoções, ações comuns no e-commerce.

    Mas a compra online, a entrega com frete grátis em todo o Brasil e a oferta do catálogo completo podem atrair compradores que buscam comodidade, aposta Renata. “Principalmente em acessórios, cartuchos e toners, onde a variedade é grande e nem sempre é fácil encontrar o que se procura em lugares remotos.”

    Seleção
    Para escolher a empresa que administraria o site, a HP promoveu uma seleção, tal como faz com quem deseja abrir uma HP Store.

    Para fazer parte da HP Store, um lojista deve solicitar seu credenciamento à HP. “É como uma franquia. A equipe da loja passa por treinamentos e deve obedecer a regras conhecidas por todos”, explica Renata. Atualmente há 18 HP Stores em funcionamento no País, e a meta é ampliar esse número para 40 até o fim do ano.

    Com o site, o processo foi parecido, “com a diferença de que só havia espaço para um parceiro”, conta Renata. O Ponto Frio, que se fundiu recentemente com o Grupo Pão de Açúcar, foi o escolhido, “pela capacidade logística e pelos recursos digitais”, enumera a diretora.

    Segundo a HP, a Loja Online vai oferecer toda a linha de produtos pessoais, incluindo acessórios e consumíveis, bem como alguns itens para pequenas empresas, como servidores e workstations. “As grandes empresas já são atendidas por seus canais, não acreditamos que vá procurar a loja online”, avalia a diretora.

    Canais múltiplos
    A HP não revela suas expectativas de faturamento com a loja, mas Renata não vê problema se o cliente usar o site para se informar e decidir comprar em outro lugar. “O consumidor pode fechar a compra online ou usar as informações para negociar uma compra no varejo físico”, diz.

    A diretora ressalta, porém, que “a versão online vai melhorar a experiência do consumidor por oferecer informações, portfólio e preços, com entrega em qualquer lugar”.

    Por Robinson dos Santos, do IDG Now!

    Publicada em 28 de abril de 2010 às 08h35
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    terça-feira, 27 de abril de 2010

    IRPF: Simulador ajuda o contribuinte a fazer a declaração correta

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    Declaração Simples ou Completa? Conjunta ou separada? Estas são algumas das dúvidas tratadas pelo sistema em 17 ícones relacionados à declaração do IR, como   ‘carteira assinada’, ‘autônomo’, ‘rendimento no exterior’ etc.. Ao final do questionário, um contribuinte casado com filhos, por exemplo, pode encontrar mais de dez formas diferentes de declarar seu imposto com variações entre o titular e os dependentes.



    Há poucos dias do prazo final para a entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2010 (Ano-Base 2009) o contribuinte pode ganhar uma mãozinha de serviços online como oDeclareCerto.com.br. O sistema que estreou no início de abril oferece simulações gratuitas e pagas mostrando opções para que o usuário saiba qual a melhor forma de declarar seu imposto.
    A diferença do Declare Certo é ser orientado ao usuário, o que muitas vezes não ocorre no site da Receita Federal, afirma a engenheira e mstre em Administração de Empresas, Mariana Spinelli, que integra o grupo de quatro sócios do projeto iniciado em novembro de 2009.
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    O serviço é inspirado no TurboTax, que integra as informações preenchidas online ao sistema de declaração dos Estados Unidos. Por aqui, o Declare Certo desenvolve uma ferramenta capaz de importar os dados preenchidos no site diretamente para o software da Receita Federal. Mas ao contrário do sistema norte-americano, o serviço brasileiro não tem acesso aos dados ou à identidade do contribuinte, ressalta Mariana.

    O simulador tem uma versão gratuita que é mais indicada a tirar dúvidas e para quem faz a declaração sem dependentes. O canal mais completo tem um custo único de 14,95 reais por declaração – o valor é pago eletronicamente pelo sistema MoIP, do grupo IdeiasNet.
    Após a entrega do IRPF 2010, o Declare Certo não perde a validade. “Um dos serviços que queremos prover é um simulador retroativo para que o contribuinte verifique se fez a declaração mais correta nos últimos cinco anos, podendo retificar caso tenha perdido alguma oportunidade”, afirma a sócia do projeto. Outra ideia é auxiliar quem caiu na ‘malha fina’. “Muita gente tem dificuldade de fazer contato mesmo pelo site da Receita”.
    O Declare Certo também conta com um blog e um canal no Twitter que trata das dúvidas mais frequentes dos contribuintes. “Muita gente não entende nem porque recebe restituição”, alerta a engenheira.
    Além de eliminar alguns ‘mitos do Imposto de Renda’, o objetivo do serviço é ajudar o cidadão a antever sua declaração. Neste sentido, o Declare Certo também busca um parceiro na área de software de gestão financeira para que o internauta preencha sua declaração conforme registra suas despesas, ao longo do ano. “O IR não acontece somente entre março e abril. Se o contribuinte se planejar vai ter um ganho maior no final”, conclui Mariana.

    Por IDG Now!
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    Publicidade na web desafia práticas de remuneração de agências


    Discussões sobre a política de não remuneração de agências de publicidade praticada pelo Google vieram à tona com a decisão tomada pela Justiça paulista na terça-feira (13/4), favorável à empresa Hotlist Web Marketing.

    No processo, a Hotlist - hoje uma empresa inativa - pede uma auditoria nos registros de cliques do sistema AdWords de publicidade, como forma de determinar o valor exato da dívida que tem com a gigante de buscas. Além disso – e é aqui que, para as agências, o caso atrai mais atenção -, ela demanda o pagamento de comissão de 20% sobre os valores já pagos.

    Essa comissão, chamada de desconto padrão, é um abatimento concedido pelos veículos de comunicação às agências de publicidade, como remuneração da intermediação entre o veículo e o anunciante.

    A prática é prevista nas normas elaboradas peloConselho Executivo das Normas-Padrão (CENP), órgão no qual participam agências, anunciantes, veículos e governo, e que cuida da autorregulamentação deste mercado.

    Modelo em xeque
    No entanto, o surgimento da publicidade em mídias digitais, como web e celulares, tem colocado este modelo em xeque, e novas formas de remuneração têm surgido – e o Google é o maior e mais bem-sucedido exemplo desse novo cenário.

    Para o diretor regional de desenvolvimento de negócios da Real Media para a América Latina, Marcelo Sant’Iago, o processo judicial faz parte da estratégia da Hotlist, que tem uma dívida com o Google.

    “A dúvida (sobre os cliques do AdWords) é legítima, mas não é algo que o mercado debate. As agências jamais levantaram esse questionamento”, ressalta Sant’Iago. “A fraude com cliques é bastante limitada, não vemos histórico de empresas que sofreram com isso.”

    Caso a decisão final seja desfavorável ao Google, no entanto, o executivo diz que poderá haver um precedente bastante interessante para as agências. “Remuneração de agência é uma política de mercado e o Google é o único que não pratica”, considera.

    Há tempos
    Ari Meneghini, diretor-executivo do Interactive Advertising Bureau (IAB), diz que o assunto tem sido debatido há bastante tempo pelo mercado. “Não só o IAB, mas o mercado todo está discutindo isso”, comenta. “Também discutimos com o CENP sobre essa questão.”

    Meneghini lembra que a prática da comissão de 20% paga pelo veículo à agência de propaganda já não é a única fórmula de remuneração. “Hoje existem vários modelos, vários projetos de remuneração, com valores variados. A remuneração por resultados é um deles.”

    Embora seja mais simples em conteúdo, o link patrocinado exige um conhecimento especializado para dar resultado, argumenta o diretor. “O AdWords do Google, por exemplo, teve 84 alterações em 2009. Só uma agência consegue acompanhar essas mudanças. Ela agrega valor aos links patrocinados.”

    “A recomendação do IAB a respeito da remuneração é que a agência seja transparente com o cliente sobre o que ela está cobrando”, diz Meneghini.

    Por Robinson dos Santos, do IDG Now!

    Publicada em 16 de abril de 2010 às 00h55
    Atualizada em 17 de abril de 2010 às 06h28
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    segunda-feira, 26 de abril de 2010

    Vale se arriscar num celular xing ling? Confira o Teste


    Vale se arriscar num celular xing ling?

    Conferimos alguns desses modelos, que prometem diversos recursos
    Quer comprar um bom celular, cheio de recursos, mas não tem muita grana para investir? Bom... existem, aí, duas saídas. Uma delas é contar com a ajuda e a boa vontade de alguma operadora. Promoções acontecem com certa freqüência. Mas ainda assim, nem todos os clientes podem participar. É necessário ter um bom plano, ou assinar um contrato de fidelização na empresa por mais alguns meses. Exatamente por causa dessas dificuldades, alguns consumidores preferem optar pelo mercado paralelo. Nas banquinhas e lojas de importados, é comum encontrar aparelhos genéricos que prometem fazer tudo o que os de marca também fazem. A gente conferiu alguns desses modelos, que prometem maravilhas.

    No ano passado, surgiram rumores de que a Apple faria um iPhone mini. Já foi suficiente para que desenvolvessem este aparelho aqui. Ele é bem menor e traz alguns itens inexistentes no original. Por exemplo, ele funciona perfeitamente com 2 chips ao mesmo tempo. A linha 1 e a linha 2 ficam ativas, simultaneamente, e você pode receber ou fazer ligações de qualquer uma delas quando quiser. Ele tem, também, um sintonizador de TV analógica. Mas por outro lado, o acabamento é bem inferior, a tela não é tão sensível e apresenta menor resolução. Os aplicativos da Apple Store, obviamente, não funcionam no modelo genérico. Mas comprar estes aparelhos tem sido uma saída escolhida por muitos consumidores, que buscam recursos presentes nos smartphones de “gente grande”. 
    Mas é muito importante ressaltar uma questão ética aqui neste mercado informal. Uma coisa é alguém produzir um aparelho genérico ou similar. Outra bem diferente é alguém falsificar aparelhos e utilizar marcas reconhecidas no mercado. É o caso desse aqui. Ele não só é idêntico ao original, como estampa inclusive a marca da fabricante aqui no corpo do aparelho. Chega a ser um completo absurdo. Sem falar que a qualidade... bem, não dá nem para comentar... 

    No caso de aparelhos de procedência desconhecida, também é bom duvidar do que se diz no manual – se é que ele tem um. Este aqui, por exemplo, promete câmera de 13 megapixels! Uma barbaridade. Mas, na prática, a qualidade da foto é medonha, bem inferior à do iPhone 3GS original, que tem “apenas” 3 megapixels.

    No mundo dos genéricos, o recurso do Dual chip chama mesmo a atenção. Mas essa diferença pode não compensar outros problemas. Não imagine navegar na Web com a mesma facilidade de um iPhone. E também não imagine que esse tipo de aparelho vá durar muito. Portanto, se você resolver se arriscar neste mercado, tome muito cuidado: a chance de levar gato por lebre é grande.

    Por Olhar Digital
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    Vírus que rouba dados bancários se espalha


    Um vírus que rouba dados bancários chegou à versão mais perigosa e está se espalhando rapidamente.
    Se trata do Zeus, um vírus do tipo cavalo-de-tróia, que se espalhou em uma proporção de um em cada três mil computadores do total de cinco milhões e meio monitorados pela empresa de segurança na internet Trusteer.
    Atualmente em sua versão 1.6, o Zeus pode se propagar através dos navegadores Internet Explorer e Firefox, roubando informações após o usuário registrar senhas no navegador referentes a uma lista específica de sites de bancos e instituições financeiras.
    Se você é usuário do Firefox, fique atento. De acordo com a empresa, o navegador é alvo de crimes pela internet pelo fato de que o vírus consegue se propagar com maior facilidade e rapidez.
    Os dados capturados durante o ataque são enviados a um servidor remoto e, em seguida, vendidos a terceiros. No mês passado foi localizado e desativado um desses servidores no Cazaquistão, que possuía diversas ameaças à internet, inclusive o Zeus.
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    Grandes marcas começam a anunciar no Twitter


    Experimente buscar por “Starbucks”no Twitter. O que você verá é um tweet patrocinado pela cafeteria no alto da lista de tweets, conforme o anunciado por Biz Stone em meados de abril. O mesmo já acontece com outras marcas, como a Red Bull, a Best Buy, a Bravo, a Sony Pictures e a Virgin America, parceiras do Twitter nessa fase de testes.
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    Parece o sistema de publicidade do Google? Parece. Mas uma análise mais profunda revela algumas diferenças fundamentais. Para começar, apenas um tweet aparecerá em cada página com resultados de busca. Além disso, o Twitter estuda a possibilidade de fazer o tweet promocional aparecer na timeline de alguns usuários, usando critérios como “ressonância”.
    O cálculo da ressonância inclui a reutilização de uma hashtag, o clique em um avatar ou em um link, a quantidade de retweets, a marcação como favorito, a influência do retweeter,  entre outros fatores. A fórmula para cálculo é e deverá continuar sendo mantida em segredo, como acontece com a do PageRank do Google.
    Quanto mais as pessoas interagirem com uma propaganda, mais ela aparecerá. Mas se as pessoas não clicarem ou derem retweet, ela desaparecerá.
    A ressonâcia também será usada para tarifar o tweet promocional. Mas o modelo ainda não foi definido. Provavelmente seguirá a lógica maior ressonância = maior custo.  Por enquanto, o custo do tweet promocional é  definido  por CPM (custo por mil impressões), como no Adwords.
    Ainda é muito cedo para avaliar se a estratégia dará resultado. Os primeiros tweets patrocinados não tiveram uma quantidade de retweets expressiva. Mas isso pode não representar, necessariamente, uma rejeição.
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    sábado, 24 de abril de 2010

    Fábio Coelho, do iG: portais passarão por fusões


    Fábio Coelho
    No hall de entrada da sede do iG, na badalada rua Amaury, no bairro paulistano do Itaim, as pessoas olham e querem acariciá-los. As moças dizem “como são bonitinhos”, “que gracinhas”. Eles abanam o rabo e seguem adiante.
    Coelho: distribuição terá apoio da Oi
    Algum tempo depois, já no andar onde dá expediente e que hoje serviu para receber os jornalistas, Fábio Coelho, presidente do iG, vê os dois cachorrinhos brancos, amestrados, rolarem pelo chão, fingirem que estão dormindo e mandarem tchauzinho com as patas.
    “Um deles vai desfilar no Pet Fashion Week”, diz Coelho, referindo-se a um cobiçado evento para cachorros. A assessora diz que o “modelo” que desfilará é o Alê – seu parceiro canino, presente ao encontro desta sexta-feira no iG, se chama Charlie. “Tem até seguranças para um deles aqui”, afirma Coelho, apontando para homens de preto postados ao fundo da sala.
    Volta ao jogo
    Os cãezinhos estavam ali porque eles são as estrelas da nova campanha publicitária do iG, que estreará no próximo final de semana na TV – aberta e fechada -, jornais, revistas e internet. Criada pela agência de publicidade Lew,Lara/TBWA, a ação recupera o figura do cachorrinho como ícone do portal, utilizada no início da operação do iG, há dez anos.
    Resgatar um símbolo dos tempos áureos do iG, que chegou ao mercado no auge da bolha com a novidade do conceito de internet grátis no Brasil, é uma maneira de causar barulho para aquilo que o portal chama de uma nova etapa. A ambição da empreitada pode ser percebida pelo tamanho da campanha.
    O investimento em mídia não é revelado, mas certamente não será baixo, tendo em vista a abrangência da estratégia de comunicação e o fato de a campanha ficar no ar o ano inteiro, com uma breve pausa durante a Copa do Mundo. A estreia do filme publicitário será no intervalo do Fantástico, um dos espaços mais caros da TV brasileira.
    Investimentos de gente grande
    A campanha vai destacar a reformulação editorial, visual e tecnológica do iG.
    “A mudança é muito maior do que aquilo que a campanha vai mostrar. Houve altos investimentos em conteúdo, com reforço de equipe, e de infraestrutura para levar uma melhor experiência de navegação para o usuário”, diz Coelho, sem revelar valores.
    Sob o comando do jornalista Eduardo Oinegue, publisher do portal há seis meses, a equipe de jornalistas passou de 120 para cerca de 210.  Ex-editor executivo da Veja, Oinegue trabalhou mais de 20 anos da Editora Abril.
    “Não houve um processo de troca de profissionais. O que fizemos foi trazer mais jornalistas”, afirma Oinegue.  “O desafio é ter um conteúdo importante e interessante. Não dá para buscar audiência sem qualidade. Dessa forma, o iG volta ao jogo”, reforça.
    A estratégia multimídia da Oi
    O reforço na operação do iG deve ser observado no contexto da convergência de mídias e da disputa no mercado de telecomunicações. A operadora deu passos importantes nos últimos anos na área de comunicação.
    Um dos principais foi a aquisição da Way TV, operadora mineira de TV paga. A companhia, adquirida em 2008, se transformou na Oi TV, disponível em Poços de Caldas, Barbacena e Uberlândia, em Minas Gerais.
    Paralelamente, a operadora mantém emissoras de FM com sinal disponível em São Paulo, Campinas, Fortaleza, Recife.
    Somando-se a isso o poder de fogo agora conferido ao iG, têm-se os ingredientes básicos para um cardápio multimídia apetitoso: a operadora terá à disposição os instrumentos para distribuir conteúdo em múltiplos canais, cercando o consumidor por todos os lados – telefonia e conteúdo –e fortalecendo sua operação diante da possível liberação para as teles ingressarem no mercado de TV paga, o que pode ser viabilizado por meio do PL 29 (projeto de lei que está em tramitação na Câmara dos Deputados).
    Nesse contexto, o iG poderá ser um fornecedor de conteúdo para as as praças onde a Oi mantém operação de TV.
    Portais na berlinda?
    A nova investida do iG também se dá num momento em que o mercado de portais no Brasil vive uma época de extrema competição e de adequação a uma nova fase da internet. No primeiro caso, é bom citar o lançamento, em setembro de 2009, do R7, portal da Rede Record.
    No segundo, existe a tentativa de melhor se adequar à explosão de audiência das redes sociais, que coloca novos desafios aos portais, até então os grandes responsáveis pela entrada do internauta na web: com as mídias sociais, os portais não teriam reduzida sua influência como aglutinador de audiência, uma vez que os canais de acesso à informação estão mais pulverizados e distribuídos hoje?
    “Essa é uma meia verdade, porque há muito mais gente entrando por meio das redes sociais. Elas ajudam a trazer tráfego para nós”, afirma.
    Sobre o setor, Coelho também enxerga uma grande competição, mas com espaço para os principais competidores crescerem. No médio prazo, no entanto, o cenário mudará.
    “Há espaço para os portais que hoje estão no mercado pelos próximos três ou cinco anos. Depois desse período, no entanto, acredito que o setor passará por um processo de fusões e aquisições, porque não haverá espaço sete, oito portais”, afirmou ao IDG Now!.
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